O inconsciente gera engajamento

Foto Tiago Silva (Mochileiros pela Educação)

Foto Tiago Silva (Mochileiros pela Educação)

Entender as decisões de compra dos consumidores sempre foi o grande desafio das marcas, que passaram a contar de 10 anos para cá com uma nova ferramenta para contribuir neste processo: o neuromarketing. Esta união do marketing com a ciência, que se tornou um novo campo de pesquisa que do comportamento do consumidor, tem sido fundamental para descobrir as reações dos clientes diante de produtos, entender as diversas áreas do cérebro e seu funcionamento e trazer descobertas essenciais para o mundo da comunicação. “95% das decisões de compras são inconscientes e entrar na cabeça dos outros é inconsciente. E entender como funciona o inconsciente do consumidor e como chamar atenção dos consumidores, através de técnicas de neuromarketing, gera muitas informações para o marketing usar em benefício das marcas, trazendo mais de uma resposta para diversas questões importante”, enfatiza o publicitário paulista Fernando Kimura da Academia Neuromarketing, palestrante número 1 do Google em inovação e nesta área.

O especialista, que tem percorrido o Brasil mostrando como funciona o inconsciente do consumidor, esteve neste último sábado (30) no Recife com o seu Curso de Neuromarketing, realizado no Mercure Recife Metropolis, na Ilha do Leite. O encontro, promovido pelo palestrante em parceria com Onetworker, reuniu profissionais, estudantes e interessados em ampliar sua visão sobre o comportamento do consumidor e como utilizar este entendimento no dia a dia. “O cérebro apresenta dois lados: o emocional (emotional processing) e o irracional (decision making). Conhecê-lo é essencial para compreensão dos gatilhos neurais que estimulam o processo de escolha de um produto. No geral, o comportamento de consumo é motivado por seis estímulos (como contraste, tangibilidade, egoismo e emoção) que mexem com o inconsciente. E as pessoas compram em virtude de necessidade, inclusão, desejo, status, prazer, inveja e diversos outros motivos. Todos estão relacionados com a ideia que estabelecem sobre a marca”, destaca Kimura.

O conceito da marca reforça o que se pensa dela, mesmo que ela não seja tudo o que representa, e o neuromarketing contribui para a compreensão da forma como o consumidor a enxerga, uma vez que é baseado em testes neurológicos (como eletroencefalografia, ressonância e leitura de expressões faciais). Essas avaliações neurométricas apresentam com complexidade a influência do inconsciente a partir da atenção, do engajamento emocional e da retenção de memória do consumidor. “Pesquisas convencionais não expõem com exatidão o que se pensa sobre uma marca ou produto, pois muitas vezes ou a pessoa desconhece o que se pergunta ou por algum motivo não revela tudo o que pensa. Mas, no caso do neuromarketing não há como enganar na avaliação porque ela reflete com exatidão o que está no inconsciente”, destaca Fernando.

Com isso, é possível obter a análise de sentimentos, valência emocional e memória que contribuem para a construção do amor à marca. E essas informações ajudam o marketing a gerar uma experiência particular e construir uma percepção para o consumidor, criando uma relação significativa pautada pelas sensações que podem ser de amor ou ódio. “O neuromarketing está ligado a sensações e o cérebro apresenta uma alta reatividade, aversão ou de desejo, e sendo assim o marketing precisa desenvolver uma relação emocional das marcas para criar engajamento com o público”, diz Kimura.

Confere aqui um trecho do curso (via @sauloandradeferreira)

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