Grupo Curumim reforça cuidados com Vírus Zika em campanha com uso do Neuromarketing

Cartaz Campanha A3Diante da epidemia do Vírus Zika em Pernambuco, o Grupo Curumim lança campanha sobre Zika e Direito Reprodutivo com foco na mulher com peças que utilizaram o conceito de neuromarketing e ressaltam as ações de prevenção e promoção da saúde

A organização não governamental feminista lançou a campanha “Em tempos de zika, proteção e cuidado começam por informar a mulher sobre seus direitos reprodutivos”, que coloca a mulher no centro deste contexto, informando-a sobre seus direitos reprodutivos. O principal alvo da campanha são mulheres em idade reprodutiva que vivem em comunidades com maior vulnerabilidade para as epidemias de arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika) no estado, especialmente na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte e Sul.

As peças trazem informações sobre direitos à saúde que devem ser conhecidos pelas mulheres, e foi desenvolvida em formatos que possibilitem rápida leitura e circulação na cidade, além das redes sociais da ONG, facilitando o acesso e compreensão. O material envolve outbus, cartazes em tamanho A2 e A3 que serão fixados em locais de grande público, como escolas, centros comerciais e terminais de passageiros, e panfletos, que serão entregues em ações da ONG. Além dessas peças, spots de rádio gravados pelas cantoras Isaar, Nádia Maia e Nega do Babado, serão veiculados nas rádios. As publicitárias Marília Monteiro e Rafaella Rafael, responsáveis pelo desenvolvimento das peças e conceitos, utilizaram o Neuromarketing como ferramenta de avaliação das peças, e com base em resultados neurofisiológicos, trazer orientações mais assertivas quanto à mensagem de alcance.

São destaque nas peças: o dever do Estado em garantir a saúde integral da mulher, a disponibilidade dos métodos anticoncepcionais nos serviços de saúde, a prioridade da gestante infectada no diagnóstico e informação sobre má-formações do feto, e as orientações para os casos de gravidez que coloque a saúde da mulher em risco.

Mulheres que tiveram seu bebê com alguma má-formação têm direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), e podem agendar atendimento através do número 135, e também procurar um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para se informar sobre critérios do benefício e documentação necessária.

Para a coordenadora Paula Viana, a população está mergulhada em dúvidas e recebendo informações equivocadas, sem fundamentação científica. “As mulheres pobres estão mais expostas ao Zika, pois vivem em locais sem saneamento básico e água”, explica. “É preciso chegar perto dessas mulheres, ouvi-las e dar-lhes informações de qualidade neste momento crítico”, completa. A também coordenadora da ONG, Sueli Valongueiro, complementa: “Esta campanha é importantíssima, pois o impacto da infecção por Zika para a saúde reprodutiva de jovens e adolescentes tem consequências diretas no seu futuro e qualidade de vida”, finaliza.

A campanha já foi lançada em hospitais e comunidades do Recife, em Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado, e foi apresentada em congressos em São Paulo e Brasília, inclusive para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Direitos Reprodutivos – No caso de gravidez que coloque a vida da mulher em risco, deve-se procurar, com urgência, o serviço de saúde. A interrupção da gravidez, neste caso, é permitida por lei, de acordo com o artigo 128 do Código Penal Brasileiro, decreto de lei 2848/40. Para autorização da interrupção de gravidez nos casos de má-formação fetal grave, a mulher ou o casal pode procurar o Juizado para obter um alvará judicial.

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