A América Latina com a cabeça na Nuvem

AlejandroGirardotti

De acordo com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e Caribe (CEPAL), por sua sigla em Espanhol), os serviços em nuvem públicos totalizarão US$ 200 bilhões em 2016 e o Brasil é o país na região com a maior receita de serviços em nuvem. Foi previsto que esta receita aumentasse significativamente entre 2012 e 2016, particularmente no México e na Argentina. Adicionalmente, a Colômbia e o Chile estão entre os países com desenvolvimento mais rápido em relação à receita com serviços em nuvem, de acordo com a CEPAL. Esta é uma realidade que cada vez mais se expande pelo mundo dos negócios e que é destacada aqui neste artigo pelo especialista Alejandro Girardotti, Senior Manager, Product Management for Media, IP and VPN, Level 3 Communications, Latin America.

Em um estudo de 2016 da HIMSS Analytics, produzido a pedido da Level 3 Communications, os tomadores de decisão de TI em hospitais dos Estados Unidos foram pesquisados para medir o uso, as tendências e os fornecedores de nuvem preferidos entre as organizações de saúde. O estudo revela que os três principais motivadores para a adoção da nuvem são economia de custos, soluções mais robustas para a recuperação de desastres e a necessidade por plataformas escaláveis para apoiar requisitos internos.

Estes três motivadores são comuns também em outros setores. Atualmente, empresas latino-americanas estão buscando migrar para a nuvem, mas confiabilidade, redes fortes e segurança também são considerações importantes. Segurança é normalmente a barreira principal na migração para a nuvem, de acordo com 64,8 por cento das empresas.

Sem uma rede sólida e segura e uma estratégia à altura, migrar para a nuvem é quase impossível. Para migrar para a nuvem é necessário garantir conexões de rede seguras para utilizar de forma segura as aplicações baseadas em nuvem e as capacidades de armazenamento de dados em nuvem. Após escolher a arquitetura de rede correta (pública, privada ou híbrida) e o provedor, a conexão correta também é necessária.

Apesar da “nuvem pública” ser o modelo de computação em nuvem com maior presença na América Latina, uma rede privada é fundamental, pois minimiza a exposição a ameaças externas. Nuvens públicas podem ser gratuitas ou em modelos pague-por-uso, mas possuem diversos riscos, incluindo um ambiente multi-inquilino – onde o servidor anfitrião está hospedando máquinas virtuais de outras empresas, – custos ocultos e a incapacidade do usuário de controlar a redundância e as questões com ataques maliciosos, entre outras preocupações.

Ao migrar para a nuvem, as empresas precisam considerar o seguinte:
• Armazenem seus dados, mas mantenham backups de seu conteúdo criticamente sensível;
• Procure provedores de nuvem com boa reputação e históricos sólidos;
• Saiba quem terá acesso a seus dados; e
• Designe um ponto de contato ou administrador para monitorar o uso e controlar o acesso.
Os benefícios de migrar para a nuvem são infinitos e alguns incluem economia de custos, maior eficiência, escalabilidade e controle do usuário. Para operar no ambiente mais seguro possível, informe-se e escolha seu parceiro de nuvem e conectividade com sabedoria.

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