Mulheres já ocupam cargos de liderança nas agências publicitárias, embora ainda sejam minoria

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De acordo com levantamento realizado pelo site especializado Meio & Mensagem, apenas 20% das equipes de criação das agências publicitárias no Brasil têm a participação de mulheres.

Embora continuem sendo minoria, a notícia boa é que muitas já ocupam cargos de liderança nas agências, mas isso demonstra que muito ainda precisa ser conquistado nesse meio. Especialmente porque no país 40% das mulheres são chefes de família e representam 83% do poder de decisão de compra nos lares brasileiros, segundo pesquisa da agência Heads.

“Em 1998, no meu primeiro dia como estagiária em uma agência publicitária, uma coisa me chamou muito atenção. No setor de Criação trabalhavam 11 homens e apenas uma mulher”, lembra Lívia Diamantino, diretora de Criação da agência SLA Propaganda. “Minha primeira impressão foi ‘essa mulher deve ser muito boa para estar aí’. Essa mulher era Ana Luísa Almeida, minha primeira referência feminina na profissão”, destaca.

Ana Luísa explica que hoje as agências já têm muitas mulheres como redatoras e diretoras de arte, mas sabe que ainda é um ambiente predominantemente masculino. “Claro que foi um desafio para mim me tornar uma diretora de criação, liderando homens. Foi difícil, mas não foi impossível. Precisamos de mais mulheres criando e liderando”, recomenda.

Para Aline Macedo, diretora da agência Carambola Com, situada no município de Barreiras, o 8 de março – Dia Internacional da Mulher -, é uma data significativa, porque representa diversas conquistas políticas, econômicas e sociais. Ela ressalta que muitas mulheres já ocupam espaços importantíssimos em todas as áreas e na publicidade não seria diferente. “Esse é uma tendência. Precisamos cada vez mais igualar os direitos e incentivar que as mulheres estejam inseridas de forma atuante no mercado”, adverte.

Dupla jornada

O recente estudo com indicadores sociais de gênero do IBGE aponta que na Região Nordeste a desigualdade entre homens e mulheres é maior do que em outras regiões, uma vez que mulheres ocupadas dedicam cerca de 80% a mais de horas em cuidados com pessoas e afazeres domésticos do que os homens, alcançando 19,0 horas semanais contra 10,5 horas para eles.  Esse dado mostra que a dupla jornada ainda persiste.

“As mulheres vêm conseguindo conquistar cada vez mais espaço, mas a gente tem muito o que percorrer”, afirma Rebecca Lyrio, que atua há mais de oito anos na área e atualmente é gerente Digital da Propeg.É visível e notório o quanto a gente tem avançado, o quanto as mulheres ocupam cargos de liderança e eu fico muito feliz em fazer parte desse novo movimento”, conclui.

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